segunda-feira, 30 de maio de 2011

A maior vitória de todas

Estamos vivendo uma relação de tempo espaço meio maluca. Hoje não conseguimos mais vivenciar diretamente aquilo que produzimos. O tempo tem passado tão depressa que rapidinho o que fizemos vira história. E já não nos alegramos mais, como nos alegravamos antigamente, com nossas ações no passado.

Não temos mais tempo para nossos amigos.

Vivemos para trabalhar.

O termo vender o almoço para comprar o jantar nunca esteve tão próximo de se tornar realidade.

Não conhecemos mais as pessoas.

Nos desconhecemos ainda mais.

Sentimos tanta saudade do passado que esquecemos de olhar para frente e observar o nosso futuro.

Fazemos aniversário e as pessoas nos perguntam: QUANTOS ANOS VOCÊ TEM?


Ninguém sabe responder à essa pergunta. Porque ninguém sabe responder quanto tempo ainda vai viver!

Pode ser mais alguns minutos, pode ser alguns dias, vários meses, ou vários anos. Ninguém sabe.

Sabemos a nossa idade, não quantos anos temos ainda.

Minha mãe disse isso esses dias com propriedade.

Hoje nos doamos porque queremos alguma coisa em troca, e isso é corrosivo.

A maior vitória que podemos ter é aquela em que derrotamos a nós mesmos!

Então, não devemos esperar nada mais das pessoas do que amizade sincera. Não há preço que pague por isso.

A vida passou rápido, e muitos dos nossos amigos tomaram rumos diferentes na vida. Mas nunca deixaram de ser amigos.

Podemos nos encontrar depois de vários anos e talvez termos o sentimento de que nunca nos separamos.

Como podemos fazer novos amigos e imaginar que nos conhecíamos há muito tempo. Mas nunca deixar de viver os momentos como se eles fossem os últimos: PORQUE UM DIA REALMENTE SERÃO.

Não sou a melhor pessoa, ou a pessoa mais indicada para falar à respeito do valor do perdão, mas talvez eu seja a mais indicada para falar sobre o sentimento de perda.

Não perdas materiais ou sentimentais, mas por ter certeza que antes eu conseguiria e tinha a capacidade de fazer as mesmas coisas que eu faço hoje, mas que não me dediquei o suficiente para poder doar-me na mesma proporção que eu faço agora.

Hoje eu me considero professor, educador... mas eu sempre fui. E em algum momento deixei algumas pessoas ridículas me fazerem entender que não.

Eu conheço o meu valor, e aprendi a vencer a mim mesmo na proporção em que consigo as minhas vitórias pessoais.

Não importa se as pessoas têm orgulho de você: IMPORTA É QUE VOCÊ TENHA ORGULHO POR TER CHEGADO ONDE CHEGOU.

Antes eu tinha medo de falar, e depois escutar as coisas que eu disse.

Hoje eu vejo os resultados, e olho no espelho e digo: CARA, VOCÊ É FODA.

Pena que descobriu isso muito tarde.

Pena nada. Quem sabe eu ainda não tenho muiiiiiiiiito tempo?


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